domingo, 31 de maio de 2009

Peter Gabriel : I Grieve



Curtindo o décimo dia de suas férias em Las Vegas, Mari Lúcia volta pro quarto do Hotel depois de mais uma partida de pôquer no Cassino Paris, e se põe a vasculhar a bagagem à procura do pote de Máscara de Pepino. Pelas Bruxas de Avalon, Mari Lúcia esqueceu o pote no Brasil. Entra em parafuso. Em Las Vegas há de tudo para passar no rosto: creme de atum, champignon, maracujá, pérola, girassol, sêmen do Tutakamon do Egito, tudo, menos pepino. Nessa hora ela sente falta de Francisco Medeiros, se estivesse tudo bem era só telefonar e pedir a ajuda para o eterno apaixonado. Medeiros nunca iria se negar a vasculhar todas as perfumarais do bairro da Lapa, em São Paulo, para achar a tal máscara da Avon. É tão alucinado que com certeza pegaria o primeiro avião para, ele mesmo, entregar em mãos o pedido da amada.

Mari Lúcia até pensa em ligar para Medeiros, sentir como está o clima, mas é melhor não.
Ele vai surtar de novo: vai querer saber onde ela está, com quem ela está, vai querer saber se ela encontrou o intelectual bem sucedido que a cigana tinha previsto. Vai blefar no jogo de pôquer. Vai infernizar a vida dela nas apostas da roleta russa. Errar uma vez é humano, duas é falta de atenção. É melhor improvisar um iogurte com mel na cozinha do Hotel. O máximo que pode acontecer é a pele estourar de espinha por causa do efeito do mel. Mas sem problemas, antes a pele que o sistema nervoso. Ela mudou, agora na sua nova carreira solo seu lema é:
mente quieta, coluna ereta, coração tranqüilo. Isso não quer dizer que Mari Lúcia descarte um inferninho, mas o desassossego é bom quando justifica os finalmentes. Enquanto mergulha no banho de sais na banheira do Hotel a eterna musa relaxa ao som de I Grieve, Peter Gabriel. Seu pensamento voa longe.

sábado, 30 de maio de 2009

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Miss You


Ontem rodei vários cassinos por aqui. O Paris é chiquésimo meu número, mas o Roayle me trouxe mais sorte. Fechei a banca no Roayle.
Adorei o contato do Sérgio Túlio, autor do livro Nas Fronteiras dos Islã , publicado pela Editora Record, dizendo que ficou com vontade de conhecer melhor a Lucy. Não entendi o que ele quis dizer com isso ... que eu saiba ele já tem uma Lúcia na vida dele. Ter duas Lúcia´s ninguém merece, ainda mais o Sérginho que é lindinho de tudo e a Lúcia jornalista gente fina !!! Bom vou ficando por aqui, vou curtir mais essas férias, agora to indo fazer baby liss no cabelo, hoje tem Cassino Royale de novo.

E parece que Mick Jagger vai dar o ar da graça por aqui, uia! Aquela voz cantando
Miss You no meu ouvido aiaiaiaiaiaiaia ..........

Beijos molhados!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

11 Homens e um Segredo






Eu mudei.
Eu era boa, agora estou muito melhor.
Alguém tem idéia do que é ser free?
Aqui em
Las Vegas tudo é fascinante.
Não tenho nem tempo de lembrar de que já
fiz o papel de esposa.
Com todo respeito a quem optou por essa vidinha de deslumbrada.
Parece algo divino.
Eu sou da pá virada!
Nasci pra ser vagabunda.
Amante, não. Isso é coisa de enganada.
Sou vagabunda mesmo.
Eu não me ligo em ninguém. Entre Francisco Xavier e o Francisco Buarque, escolho o músico, vagabundo, que nem eu. Entre Humberto Eco e Humberto Finatti, escolho os dois.

Sou do signo do fogo, revolucionária convicta.
Volúvel. Meu preço é alto.
Essas minhas férias tem muita diversão.

Imagine todo dia acordar tomar café-da-manhã olhando pro George Clooney.
Um luxo!

Af! Tudo que eu sempre desejei na minha vida de vagabunda!
À noite? O que eu faço à noite? Cassino.

Meu jogo preferido Pôquer e Roleta Russa.
E de saideira do Cassino show do
gostosissímo Lenny Kravitz. Adoro a batida de Believe in Me .

Se estou sozinha ou acompanhada nesta viagem? Isso é pergunta pro Marcelo, meu cabelereiro que atende no Dom, em Higieanópolis.

Gracinha, ele sempre diz quer me ver nas páginas das revistas masculinas. Fala assim: “Lucy, lindoca, tu nasceu pra brilhar.”

Uia!

O Paparazzi para as fotos?
Difícil optar por um.

Beijos pra todos!


Ps. Do Brasil saudades
de Dudu Marote, Egberto Nogueira, Sérgio Túlio,
Renato dos Anjos, Paulão Batera, Henry Dutra, Carlo Jones, Marcelo Freitas, Dió queridíssimo , Celsão, Luiz Cipolla e, claro, Lu Gimenez.

DR. HOLYWOOD E MARI LÚCIA

A.N.T.E.S.
D.E.P.O.I.S





Um Lugar Chamado Nothing Hill




- Mari Lúcia você está doente. Liga pro médico urgente!
- O que cê falou, Francisco?
- Há um tempo venho percebendo que você está doente. Só não
sabia o nome da tua doença, mas agora lendo o jornal eu descobri:
você sofre de Beauty Victim.

- Hã? Fala mais alto por causa do secador de cabelo.

- Querida, você não desiste dessa idéia de fazer maquiagem definitiva. A compulsão que você tem por essa tua beleza, chama-se complexo
Beauty Victim. Cuidado viu, Mari, outro dia eu li uma matéria sobre uma moça fez escova definitiva e queimou todo o couro cabeludo.

- Cuidado você com o que lê. Você acha que esse povo que trabalha na imprensa se cuida? Acha? Claro que não, né Francisco! A vida deles é procurar notícia ruim de quem se cuida bem. Esses barangos roem as próprias unhas.

Francisco Medeiros tem se revelado muito estranho. Além de sintonizar o canal da Tv Assembléia, vigia full time a mulher da janela do 18 andar do apartamento, na Vila Romana. Não dá folga nem quando Mari Lúcia, inocentemente, vai até a perfumaria da esquina. Pirou! Controla os vestidos que ela usa. E já até estraçalhou a camisola de cetim azul da mulher. Faz marcação de cada fio de pensamento de Mari Lúcia.

-Liga pro médico urgente Mari. Você precisa se tratar.
-Não provoca! Se eu ligar pro médico, você corre sério risco...
-Que risco?
-Cuidado, Francisco, cuidado.
-Há, há, há – gargalha Francisco em tom de desprezo.
-Vai rindo, que há tempo eu penso em me ver livre da tua sombra.
Eu me livro, hein! Eu me livro!!!!!!

-Mari se olha no espelho, vê se te enxerga!

-Ah não enche, Francisco. Enquanto você descontroladamente me controla, concessões de canais de tv são dadas a políticos, pastores, padres e esotéricos.

-Mari Lúcia, você se acha a tal, né?!! Duvido que você vá embora.
Acha que é qualquer um que vai suportar esse teu complexo?
Num ímpeto de convicção, Mari Lúcia desliga o secador,
mira Francisco pelo espelho e diz:

-Decidi: não quero mais ficar com você.
-Ah que brincadeira é essa, Mari? Ô amor, pára com isso.
Desconversa Francisco assustado.

-É sério, viu querido. É melhor darmos um tempo.

-Você tem outro! Tenho certeza! Não me venha com essa
conversinha frajuta de salão de manicure!

-Não te importa se tenho ou não outro. O que importa é que ...

-Importa o que hein, nervosinha??!!

Mari Lúcia pinta os olhos com lápis preto. Enquanto se maqueia, a mulher que emocionalmente já se desligou do marido, pensa até quando que vai ter que agüentar as alucinações do mequetrefe. Não que ter fantasias e viver de imaginação seja algo ruim, pelo contrário. Mas seria melhor Francisco se convencer de que o amor dele excede a loucura. Enquanto decide se ligar ou não pro médico Mari Lúcia se refastela no sofá curte o som de Ain´t Sunshine, trilha do filme
Um Lugar Chamado Nothing Hill.

-Chega!!!! Você encrenca com o retratista, com o câmera-man, tem ciúme do cabeleireiro, do banqueiro, do roqueiro, do enfermeiro, do engenheiro, do pedreiro, do marceneiro, do vidraceiro, do porteiro, do funileiro, do açougueiro, do carteiro, até do jornaleiro. Vá se tratar! Francisco, onde já se viu?!? Revirar meu notebook, minha bolsa, meu celular?

-Mari, você pode fazer o que quiser dessa tua vidinha fútil. Não tô nem aí mais. Quer mudar a cor do cabelo de novo, muda. Faz o que você quiser, meu bem. Eu até pago a conta do salão de manicure!!!!!

-Ótimo!!!!! Francisco, amanhã mesmo vou conversar com o advogado e preparar a papelada da separação. E pára com essa idiotice de meu bem! Não sou tua propriedade !

-Ah então é o advogado não é sua bandida?! Mentirosa! Falsa! Cínica!
Eu sabia! Tinha certeza que você já tinha outro! Por isso você vivia com o discursinho 171. Agora entendi tudo !

Francisco esmurra a porta do quarto e esbraveja:

-Certa estava minha mãe que falava para eu ficar esperto que mulher de Áries é f... Sua P....! Minha intuição não falha, você tem outro !!!

-Francisco, coisa boa é Deus quem dá, besteira é a gente que faz. Não te importa quem é, se é ou vai ser. A verdade é que periga essa história ser página do Editorial Criminal.

-Tá com medo, meu anjo? Você não era valentona? Disse que já tinha escapado até da morte?

-Teu anjo o inferno!!!!!! Já disse que não sou tua propriedade!!!! Francisco, só existe uma definição para você: pancadão!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

A CIGANA


Mari Lúcia é uma mulher premiada!
Francisco agora tem aceitado a idéia de separação definitiva. Por um lapso de felicidade, na sua intensa vida conjugal, a esposa vê o marido ter um milésimo momento de lucidez. Ela sente-se aliviada com seu novo ímpeto sobre a separação.

Francisco transformado, não se sabe como ainda,
importuna Lúcia todos os dias para saber se ela já contatou
o advogado.

-Como assim, Francisco? Você quer saber o quê do advogado? Pergunta Lúcia enquanto lambuza o rosto com a máscara de pepino, antes de sair para a sua corrida matinal de domingo na pista do clube Pelé próximo de sua residência.

-Lúcia é melhor enfrentar tudo de frente. Não adianta mais ficarmos tapando o sol com a peneira.

-Francisco eu já pedi pra você deixar o sol quieto. Deixa o sol, ele é rei absoluto, você não. Só quero que você, que diz escrever tão bem, escreva seu nomezinho na certidão de separação. Só isso.

-Lúcia, eu não vou assinar ainda. Fui instruído a ficar de boa e conversar com o teu advogado.

-Instruído? Instruído por quem? Que eu saiba as únicas que te deram instrução que preste na vida fui eu e aquela fiscal vesga do DETRAN. A santinha do pau oco da tua mãe, não te deu nem atenção, quem dirá instrução!

Francisco, forrando com folha de jornais a gaiola de seu rato de estimação, nem dá trela.

-Hein Francisco, fala aí? Que instrução é essa que você recebeu? É de alguma galinha de encruzilhada?

-Há, minha querida, você está pensando que eu sou aquele teu jornalistazinho querido, que escreve palavras de baixo escalão na coluna Zap Roll ? Me poupe, Lúcia.

- Francisco, não jogue a batata quente pra terceiros. Deixa o Finatti, eu gosto dele do jeito que ele é. Um escritor underground com tanto talento como ele tem que pirar mesmo ...

-Lúcia, você sabe bem que as cartas não mentem.
Eu desconfiava de você, mas agora eu tenho certeza.

Enquanto retira a máscara de pepino, Lúcia finge não
ouvir o mintômano do marido. Corre até a sala e aumenta o som do
Crayons- Donna Summer.

-Então vamos pôr tudo em pratos limpos. Diz Lúcia decidida a seguir para os capítulos finais da novela da separação. Ela nunca imaginava que separar fosse mais difícil que juntar os trapinhos esfarrapados.

-As cartas não mentem, Lúcia. A Cigana disse que você teve um lance com o meu editor. Aí eu fui juntando os fatos , colando as figurinhas. Lembra quando você queria escrever naquela revista Hair Fashion? Lembra que você até recortou a entrevista com o Walter Mercado, fez uma revisão e levou para o meu editor? Coitada, sem mim não vai conseguir publicar nada, nem na revista Pomba Branca, da Seicho-Nô-Ie.

-Hum, sei. E quem é essa Cigana?

-É uma que minha mãe indicou.

-De novo a santinha do pau oco. Sempre me apunhalando pelas costas. O próximo que pintar na minha vida, tomara que seja órfão

-Lúcia, pior é a tua mãe que parece a bruxa do 71.

-E que linha essa cigana segue tarô egípcio?

-Ela segue a corrente dos Ciganos do Oriente.

- Chinês, Japonês, Coreano ou Tibetano?

-Sei lá, Lúcia. Cigano é cigano não têm pátria.

-E pelo jeito a Cigana não tem marido pra bancar os dentes de ouro, não é Francisco?? Háháháháhá.

-Lúcia, quando você quis casar comigo, tu achava que eu seria podre de rico, né, não?!!! Famoso e podre de rico! Ahaha!

-Pois é, você dizia que ia ser dono de cartório. Fiquei eu que nem barata tonta no meio das traças; livros, sebos, roqueiros e punks. Casei com um cara que a cabeça é um paraíso de minhoca.

-Lúcia, não fica triste, as cartas da Cigana revelaram bons fluidos pra você também, disseram que você tem sorte e vai encontrar um intelectual bem sucedido.

-Quem? O Tony Belloto? Francisco prepara a caneta, semana que vem a gente assina a papelada. E pode ficar com tudo, do abridor de latas até a dívida do banco. De você eu não quero nem notícia ruim.

-Lú, só posso assinar quando a Cigana me disser o dia certo.

-Quanto ela cobra a consulta, hein?

- 51 paus.

- Eu pago, cinco vezes mais! Adiantado. Dá o telefone dessa tal, eu quero desmanchar esse casamento o quanto antes. Vou mudar meu nome artístico e fazer esse o livro “A Máfia da Manicure” um sucesso de crítica e público.

O Monstro do Roupeiro







-Lú, que você tem?

-Não sei, Francisco, não sei.

-Você está tão evasiva, tá pensando em quê, meu bem?

-Não sei, Francisco, não sei.

-Ah, não vai dizer que você está com dor-de-cabeça.

-Hã? Sei não!

-Como não sabe mulher, você anda esquisitinha.
Quando chego perto você se afasta.

-Sei lá ...

-Lú, conversa comigo, a gente pode até procurar um especialista e fazer terapia de casal.

-Já tenho feito isso há um tempinho...

Enquanto ouve bem de longe a ladainha de Medeiros, Mari Lúcia aumenta o som pra ouvir I dont´t Need No Doctor.


-É querida, eu nem sabia, você nem me chamou pra ir juntinho ao analista.

- Sabe que é, eu fui com o Monstro do Roupeiro.

-Não entendi, amor.

-Ah que novidade! Você só entende de me vigiar,
parece aquelas câmeras de CFTV.

-CFTV, o que é isso ?

-Nossa você não é o homem tão bem informado e culto?
De que vale toda sua cultura se você nem sabe o que é CFTV? Aquela santinha do pau oco da tua mãe não te ensinou a ler os anúncios do Primeira-Mão?

-Amor, não fala assim, você era tão meiga quando eu te conheci. Tenho saudades daquela outra Lú.

-Não enche, Cisco! Sabe tenho que te contar, mas não dá mais sabe, de tanto você imaginar coisas que eu não existe virou realidade. Resolvi dar vida ao Monstro do Roupeiro.

-Quem é esse Lú, quem é? Sua p...! Levanta agora!


-Ah seu eu levantar eu corro pro roupeiro. O que você prefere? O monstro do roupeiro é ...

Mari Lúcia está cada vez mais absorvida pelo idéia de zerar o casamento e deixar Francisco viver feliz com os seus delírios megapowersuperplus .

Além de descontroladamente controlar a mulher Francisco tem produzido zilhões de poemas sobre extraterrestres e virou assinante da revista UFO.

Mari Lúcia não suporta tanto “supra-realismo”. Mesmo sendo manchete nos principais jornais e revistas de Beleza, ela não pensa mais em Francisco nem como inspiração para a sessão de maquiagem.

A idéia é adotar um outro codinome e fazer carreira solo.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

ele é um estouro!




Francisco Medeiros perdeu o crédito.
Logo ele que sempre fez de tudo para manter o nome intacto.
Perdeu o crédito, mas ainda lhe resta a honra. Decidiu que agora vai enfrentar seus cobradores com pulso firme e preservar a fama de boa praça. Chega dessa história de ficar escondido atrás do olho mágico quando o funcionário da Eletropaulo aparece para averiguar o relógio de luz. Mari Lúcia, sua mulher, pôs um ponto final: cansou de mentiras e trapaças! Não vai mais usar a veia criativa para atender aos telefonemas da gerente do banco e inventar situações escabrosas sobre o paradeiro do marido. Agora Medeiros que se vire sozinho, ou pior, se vire com a gerente. Mari Lúcia nem liga mais se o marido é bipolar e acredita fielmente ser um rei nababo. Dane-se Medeiros. Antes de casar ele jurava que ia ser dono de cartório, seria o maior Tabelião de Notas e Ofícios de Osasco. Mas, com o andar da carruagem e o aumento dos juros do empréstimo feito para suprir seu escasso salário de funcionário público, começa a confundir Tabelião com Talião. Seu lema na hora de conferir as contas com a mulher passou a ser: “íris por íris, cárie por cárie”. Ainda era aceitável quando Francisco enxugava o exorbitante orçamento do dentista. O duro foi quando ameaçou cortar a verba da tinta de cabelo sem amônia importada da Suíça, via contrabando. Aí foi o revertério! Mari Lúcia, além da cama, decidiu separar as contas e mudar de vida. Depois de ler uma matéria sobre “Mulher e Negócios” numa revista do salão de manicure, contatou um consultor da Bovespa para lhe assessorar na empreitada. Foi o começo do fim-de-tudo. Com a mudança, Mari Lúcia começa a ler o mundo com outros olhos: vira agnóstica convicta; identifica o cinismo da família com muito mais facilidade; acha a música eletrônica o máximo; e decide que a maldita caixa de Lexotan 800 mg do marido tem que ser despejada na privada.
Francisco Medeiros, além de sem crédito é um homem sem remédio.
Mas, ainda lhe resta o delírio de manter intactos o nome no SPC, o título de rei nababo, a vérve de roqueiro e o amor de Mari Lúcia. Francisco arregaça as mangas e vai à luta. Arranja um pastor-alemão para afugentar os cobradores que batem à sua porta. E, com todo desprezo do mundo, manda a gerente do banco se danar.
Agora, Francisco é, definitivamente, um homem sem remédio, mas ainda tem nas mãos seu auto-controle. Pensa em lançar uma dinamite na Bovespa, mas num raro lampejo de lucidez, decide-se por fazer um livro.
“A Máfia das Manicures”, obra inspirada na eterna amada Mari Lúcia, vira best seller. Francisco Medeiros é um estouro!